F4U Corsair

Avião de Combate F4U Corsair

Simplesmente um clássico, o Corsair ficou conhecido como o melhor caça sobre porta-aviões da Segunda Guerra Mundial. O modelo norte-americano entrou em serviço para missões a partir de navios em junho de 1943, com a Arma Aérea da Frota da Marinha Real, que se tornou a primeira força a confirmar as excelentes características que o avião oferecia. O F4U Corsair foi utilizado também pela Marinha dos Estados Unidos no teatro de operações do Pacífico a partir de 1944 e foi responsável pela destruição de 2.410 aviões japoneses, perdendo apenas 189 de seus aparelhos em combates aéreos. A versão definitiva do Corsair, em sua forma básica, foi o F4U-4, do qual a Vought, fabricante do Corsair, entregou 2.351 unidades com várias melhoras como o motor R-2800-18W ou o -42W, que possuía injeção de água para aumentar a potência em 261 kW (350 CV) e uma hélice melhor. Com uma demanda surpreendente, o modelo teve como operadores principais a Argentina, El Salvador, Grã-Bretanha, Honduras, Nova Zelândia e os Estados Unidos. Mesmo considerado um ótimo caça, o F4U Corsair foi superior ao realizar serviços de ataque ao solo.

Datsun (Nissan) 240Z

Auto Collection DATSUN (NISSAN) 240 Z

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Após ser vendida no ano de 1933, a fábrica Datsun foi transferida para Yokohama, no Japão, onde seu nome foi integrado ao da Nissan Motor Corporation. Todos os modelos Datsun eram carros pequenos com motor de quatro cilindros, o que tornava bastante óbvia a ideia de que os japoneses imitavam os automóveis europeus. O último modelo Datsun fabricado antes da Segunda Guerra Mundial foi o Nissan 50, um veículo com quatro portas e aparência similar à de seu contemporâneo Opel Olympia. Em 1969, a Nissan lançou o modelo mais famoso entre os esportivos Datsun: o 240Z. O veículo consistia em uma máquina japonesa com estilo de grande influência europeia, particularmente do conde e projetista alemão Albrecht Goertz, famoso por desenvolver entre outros, os BMW 503 e 507. O Datsun 240Z era um modelo de dois lugares, mas oferecia muito espaço para a bagagem e possuía uma porta traseira que facilitava muito as operações de carga e descarga. Além disso, o veículo era dono de uma parte interna espetacular, com instrumentos cobertos, assentos envolventes e tapetes revestidos em vinil. Seu motor era uma versão de seis cilindros, possuía suspensão independente nas quatro rodas com amortecedores Mc Pherson em ambos os lados. Apesar de sua direção fácil e logo após surpreender o mundo ao vencer o Rally East African Safari nos anos de 1971 e 1973, o Datsun 240Z  parou de ser fabricado, resultando em uma produção total de 156.076 unidades.

Tenente do Batalhão de Granadeiros da Guarda

Soldados do século XX 032 Tenente do Batalhão de Granadeiros da Guarda (UK, 1914)
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No ano de 1914, a Marinha Britânica mantinha uma posição de preminência sobre o resto das forças armadas, de forma que o Exército praticamente consistia em uma pequena força, cujo objetivo era manter a ordem local e guarnecer o controle do império, além de se distribuírem em unidades que poderiam formar alianças para lutar na Europa. Essa tradição significava que, ao contrário dos exércitos recrutados na Europa, a Força Expedicionária Britânica de 1914 era absolutamente formada por soldados profissionais e pelos de linha pré-guerra, todos voluntários. Os granadeiros eram soldados especializados no lançamento desse tipo de munição à mão ou através de lança-granadas. Tradicionalmente, esses militares eram escolhidos entre os soldados mais altos e fortes e quase sempre faziam parte da infantaria ou da cavalaria pesada. A miniatura representa o Tenente do Batalhão de Granadeiros da Guarda do Reino Unido, com traje de serviço e o equipamento que utilizava na eclosão da guerra. Diferente dos oficiais de linha, a Guarda usava suas insígnias de posto nas dragonas. O tenente levava presos ao cinto de suspensório o revólver, a cartucheira, a espada, uma bolsa pequena e os estojos do binóculo e da bússola.

Transsiberiana VL 80

Locomotivas Nº 039 Transsiberiana VL 80

Fabricada pela primeira vez em 1963, a série de locomotivas elétricas VL 80 é uma das mais numerosas do mundo. As letras VL são um tributo ao nome de Vladimir Lênin, revolucionário e chefe de Estado russo. Após o processo de eletrificação das linhas russas, teve início o desenvolvimento da eletrificação com o sistema de corrente alternada monofásica (25 kV – 50Hz). Esse sistema se estendeu rapidamente pelo restante da Europa e deslocou o sistema de corrente contínua, permitindo a transmissão de grandes quantidades de energia elétrica a grandes distâncias. Para esse novo sistema foram desenvolvidas as VL 80, idealizadas para puxar trens de grande peso com cargas muito pesadas. Estas foram as primeiras locomotivas produzidas em massa para o sistema de eletrificação de corrente alternada. As VL 80 contavam com quatro seções de eixos, podiam atingir uma potência máxima de 6.520 kWt  com capacidade de tração máxima de 45 toneladas e conseguiam chegar a uma velocidade de 110 km/h. Além disso, os vagões das magníficas VL 80 eram acoplados aos pares e tornaram-se os preferidos para o transporte de mercadorias na Rússia Soviética. Cerca de 4 mil locomotivas dessa classe saíram da fábrica de Novocherkassk, na Rússia, em várias versões, com produção realizada até meados dos anos 1990.

CTU Renault Estafette 1970

Carro de Bombeiros 1970 CTU Renault Estafette

Em quase toda Europa, há muito tempo tornou-se comum o fato de bombeiros de municípios rurais recorrerem a veículos utilitários para transportar suas motobombas. Muitas vezes, esses veículos eram os primeiros motorizados da unidade. A chegada de um veículo utilitário a um determinado centro operacional costumava ocorrer de diferentes maneiras: a prefeitura adquiria o veículo completamente equipado ou os próprios bombeiros adaptavam um veículo doado ou adquirido pela própria associação. Na França, esse tipo de viatura própria para realizar diversos tipos de intervenção costuma ser chamada de CTU (Camionette Tous Usages). Para a fabricação do primeiro modelo Estafette, foram necessários oito anos de estudo. Oficialmente apresentado em 1959, o Estafette passou por diversas transformações e melhorias, originando diferentes modelos. Em 1980, o veículo já era utilizado por numerosos comerciantes e administrações públicas. Com um motor Ventoux de 845 cms³ tipo 870-3 e potência de 32 CV, o CTU Renault Estafette resultou na produção de 533.209 unidades. Numerosos exemplares desse chassi foram utilizados no setor de serviços de combate a incêndios e de socorro como base para diferentes viaturas como ambulâncias, autotanques para incêndios florestais e veículos para outros tipos de intervenções.

 

Duchess Classe

Locomotivas Nº 075 Duchess Class

Considerada a melhor locomotiva projetada pelo engenheiro Willian Stanier, engenheiro mecânico chefe da London Midland and Scottish Railway (LMS), a nova Duchess Classe (Classe Duquesa) entrou para história como a locomotiva a vapor mais potente de toda Grã-Betanha. Willian Stanier foi contratado diretamente por Josiah Stamp, presidente da LMS, com total liberdade para o desenvolvimento de qualquer projeto. Graças a Stanier, entre os anos de 1933 e 1939, a tração a vapor passou por um período de grande desenvolvimento. Em 1937, o número de concorrentes era bastante expressivo, não só entre as companhias ferroviárias, mas também com os serviços aéreos em operação que já ofereciam uma velocidade muito superior. Nessa época, a empresa decidiu criar um serviço expresso entre Euston e Glasgow. Stanier lançou a série Coronation, com cinco locomotivas muito bem produzidas e com excelente desempenho. Logo após, a companhia encomendou mais 10 locomotivas, que ficaram conhecidas como Duchesses, e em pouco tempo a produção seguiu até 38 modelos. Cada locomotiva da classe Duchess foi nomeada com referência a membros da família real britânica e da aristocracia ou de uma cidade. O sucesso dessa classe estava relacionado às pequenas mudanças que passou após entrar em operação. Atualmente, há três modelos preservados dessas belas locomotivas: a Duchess of Hamilton, no National Railway Museum; a Duchess of Sutherland, na Alan Bloom Collection e a Duchess City of Birmingham, no Museu de Ciência de Birmingham.

BMW R 1100 S

Um design incomum, inovador e simples caracterizava a nova BMW R 1100 S. Apresentada no final de 1998, o modelo possuía rodas esportivas de raios muito leves e punho do guidão baixo. Tais características conquistaram rapidamente o coração de inúmeros motociclistas. Ao criar esse novo modelo, os técnicos do fabricante bávaro tinham por objetivo satisfazer as exigências de confiabilidade, estabilidade e conforto feitas pelos consumidores e, para isso, ousaram na redução do peso da nova moto, além de aumentar a potência. A fantástica R 1100 S era dona de um motor boxer de quatro válvulas refrigerado a ar, com 1.100 cc em versão sem perda de potência, capaz de desenvolver 108 CV a 7.500 rpm. Outra novidade dessa BMW foi o câmbio de seis marchas, essencial para um estilo de condução esportivo. A criação da BMW R 1100 S resultou em uma motocicleta ágil, leve e fácil de pilotar, sensação que podia ser confirmada ao sentar no banco que garantia uma posição de condução muito confortável, adaptada para enfrentar longos percursos. Sua aparência fina era percebida graças à carenagem aerodinâmica em plástico integrada ao revestimento do tanque de combustível. A R 1100 S revolucionou as técnicas da BMW, encantando os amantes das duas rodas.

Metz-Unimong S-404

Com os impactos da Segunda Guerra Mundial, as estruturas da Alemanha de 1945 reduziram-se praticamente a nada. A indústria foi bombardeada e os esforços centralizavam-se no desenvolvimento agrário. Esse contexto econômico motivou a criação de um veículo totalmente adaptado às necessidades dos agricultores. O conceito original do Metz-Unimong era simples e inspirava-se nos modelos militares: tração permanente em todas as rodas, travamento de diferenciais em ambos os eixos e uma grande distância em relação ao solo, o que oferece uma excelente capacidade de deslocamento. Não demorou muito para que a finalidade e a utilização dessa máquina se afastassem da original. O ilustre Metz-Unimong representa uma das melhores séries de caminhões leves e todo-terreno jamais concebidos. De 1948 a 1993 foram construídos mais de 298 mil veículos desse tipo. O modelo Metz-Unimong S-404 foi apresentado no salão de Francfort-sur-le-Main, na Alemanha, em 1948, com um motor diesel Benz do tipo OM 636. Este veículo era equipado com um guincho hidráulico Braden HU 8 de 3600N, com lubrificação central automática e aquecimento do tanque. O sucesso desta máquina, destinada a intervir em incêndios florestais, foi imediato e surpreendente.

 

 

Renault Dauphine

No final da década de 50, a Renault era o maior fabricante de automóveis da França e o sexto maior de todo o mundo. O modelo Renault Dauphine foi estrategicamente apresentado em 6 de março de 1956 no Palais de Challiot de Paris, aproveitando uma das melhores épocas do fabricante no mercado. O Dauphine pertencia a mesma classe do Renault 4CV, mas era um carro maior e muito mais potente, com um motor de 845 cc. As primeiras unidades dessa máquina usavam a suspensão por molas e, por isso, foi considerado um carro muito perigoso para motoristas com pouca experiência, já que a tendência ao capotamento e a perda de aderência da carroceria no caso de fortes rajadas de vento eram maiores. Para resolver esse problema, a partir de 1960, o Renault Dauphine passou a ser equipado com a suspensão Aérostable,um sistema muito eficaz que, em pouco tempo, tornou o modelo um dos mais populares da Renault. Ainda em 1960, após a mudança, mais de 200.000 unidades do Renault Dauphine foram exportadas para os Estados Unidos. Todos esses automóveis tinham quatro portas e câmbio de três marchas e em 1965 passaram a ter câmbio automático. O Renault Dauphine era um carro espaçoso, de fácil condução e com uma bela parte externa, conquistando muitas mulheres que se entregaram ao hábito da condução.

Major das Divisões Panzer (Alemanha, 1943)

Durante os três primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, as formações blindadas do Exército Alemão dominaram os campos de batalha do mundo. Nesse período, as vitórias obtidas pela Panzerwaffe imobilizaram os inimigos que quase sempre estavam em maior número com equipamentos blindados similares ou até mesmo superiores. A divisão Panzer era uma arma de ataque rápido, formada por um regimento de tanque, dois de infantaria, um batalhão de reconhecimento com carros blindados e semitratores, um regimento de artilharia e um batalhão antitanque equipado com canhões rebocados. Além disso, a forte divisão Panzer contava com todo o apoio necessário para um avanço rápido e independente, não restando muito tempo para o ataque dos inimigos.  A miniatura representa o Major Dr. Franz Bäke, um elegante oficial que comandou o 11° Regimento Panzer, na 6ª divisão Panzer, entre 1943 e 1944. O Regimento deste oficial, Panzer Bäke, tornou-se conhecido por uma série de ações desesperadoras. Em uma batalha de cinco dias, ele foi responsável pela destruição de 267 tanques soviéticos, enquanto perdeu apenas um tanque Tiger e quatro Panther. O major usava um modelo do ano de 1943, com boné de campanha preto com viseira e o emblema da águia bordado de prata. A jaqueta leva debrum rosa na gola. Uma prova do heroísmo de Bäke são os três distintivos de destruição de tanque presos na manga direita. O major Dr. Franz Bäke foi condecorado com a Espada da Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e, comandou a 13ª Panzer–Division nos últimos dias de guerra, exercendo o posto de coronel.