Sargento Unidade de Camelos

Soldados do Século XX 076 – Sargento Unidade de Camelos, Egito 1915
SARGENTO DO CORPO DE CAMELOS, EGYPT 1915

Entre 1914 e 1918 a Primeira Guerra Mundial desenvolveu seu ciclo de tragédia em cenários tão diversos como França, Bélgica, Itália, os Bálcãs, o Cáucaso, Palestina, Mesopotâmia (atual Iraque) e diferentes países da África. Para complementar suas forças de combate, tanto Inglaterra quanto a França recrutaram cidadãos de suas respectivas colônias. Foi assim que no Egito se formou a Imperial Camel Corps, um corpo cosmopolita de tropas que cresceu e se tornou uma brigada com 2.800 homens. Composta principalmente a partir de soldados dos exércitos australiano, da Nova Zelândia e do Reino Unido, incluía também uma bateria de montanha de Hong Kong e Singapura. A Imperial Camel Corps ficou para a história associada de modo inseparável ao peculiar papel do oficial britânico Thomas Edward Lawrence, Lawrence da Arábia.

via Delprado Colecionismo de Qualidade.

F4U Corsair

Avião de Combate F4U Corsair

Simplesmente um clássico, o Corsair ficou conhecido como o melhor caça sobre porta-aviões da Segunda Guerra Mundial. O modelo norte-americano entrou em serviço para missões a partir de navios em junho de 1943, com a Arma Aérea da Frota da Marinha Real, que se tornou a primeira força a confirmar as excelentes características que o avião oferecia. O F4U Corsair foi utilizado também pela Marinha dos Estados Unidos no teatro de operações do Pacífico a partir de 1944 e foi responsável pela destruição de 2.410 aviões japoneses, perdendo apenas 189 de seus aparelhos em combates aéreos. A versão definitiva do Corsair, em sua forma básica, foi o F4U-4, do qual a Vought, fabricante do Corsair, entregou 2.351 unidades com várias melhoras como o motor R-2800-18W ou o -42W, que possuía injeção de água para aumentar a potência em 261 kW (350 CV) e uma hélice melhor. Com uma demanda surpreendente, o modelo teve como operadores principais a Argentina, El Salvador, Grã-Bretanha, Honduras, Nova Zelândia e os Estados Unidos. Mesmo considerado um ótimo caça, o F4U Corsair foi superior ao realizar serviços de ataque ao solo.

Datsun (Nissan) 240Z

Auto Collection DATSUN (NISSAN) 240 Z

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Após ser vendida no ano de 1933, a fábrica Datsun foi transferida para Yokohama, no Japão, onde seu nome foi integrado ao da Nissan Motor Corporation. Todos os modelos Datsun eram carros pequenos com motor de quatro cilindros, o que tornava bastante óbvia a ideia de que os japoneses imitavam os automóveis europeus. O último modelo Datsun fabricado antes da Segunda Guerra Mundial foi o Nissan 50, um veículo com quatro portas e aparência similar à de seu contemporâneo Opel Olympia. Em 1969, a Nissan lançou o modelo mais famoso entre os esportivos Datsun: o 240Z. O veículo consistia em uma máquina japonesa com estilo de grande influência europeia, particularmente do conde e projetista alemão Albrecht Goertz, famoso por desenvolver entre outros, os BMW 503 e 507. O Datsun 240Z era um modelo de dois lugares, mas oferecia muito espaço para a bagagem e possuía uma porta traseira que facilitava muito as operações de carga e descarga. Além disso, o veículo era dono de uma parte interna espetacular, com instrumentos cobertos, assentos envolventes e tapetes revestidos em vinil. Seu motor era uma versão de seis cilindros, possuía suspensão independente nas quatro rodas com amortecedores Mc Pherson em ambos os lados. Apesar de sua direção fácil e logo após surpreender o mundo ao vencer o Rally East African Safari nos anos de 1971 e 1973, o Datsun 240Z  parou de ser fabricado, resultando em uma produção total de 156.076 unidades.

Tenente do Batalhão de Granadeiros da Guarda

Soldados do século XX 032 Tenente do Batalhão de Granadeiros da Guarda (UK, 1914)
soldados do século xx nº 032 tenente do batalhão de granadeiros da guarda uk 1914.html

No ano de 1914, a Marinha Britânica mantinha uma posição de preminência sobre o resto das forças armadas, de forma que o Exército praticamente consistia em uma pequena força, cujo objetivo era manter a ordem local e guarnecer o controle do império, além de se distribuírem em unidades que poderiam formar alianças para lutar na Europa. Essa tradição significava que, ao contrário dos exércitos recrutados na Europa, a Força Expedicionária Britânica de 1914 era absolutamente formada por soldados profissionais e pelos de linha pré-guerra, todos voluntários. Os granadeiros eram soldados especializados no lançamento desse tipo de munição à mão ou através de lança-granadas. Tradicionalmente, esses militares eram escolhidos entre os soldados mais altos e fortes e quase sempre faziam parte da infantaria ou da cavalaria pesada. A miniatura representa o Tenente do Batalhão de Granadeiros da Guarda do Reino Unido, com traje de serviço e o equipamento que utilizava na eclosão da guerra. Diferente dos oficiais de linha, a Guarda usava suas insígnias de posto nas dragonas. O tenente levava presos ao cinto de suspensório o revólver, a cartucheira, a espada, uma bolsa pequena e os estojos do binóculo e da bússola.

Transsiberiana VL 80

Locomotivas Nº 039 Transsiberiana VL 80

Fabricada pela primeira vez em 1963, a série de locomotivas elétricas VL 80 é uma das mais numerosas do mundo. As letras VL são um tributo ao nome de Vladimir Lênin, revolucionário e chefe de Estado russo. Após o processo de eletrificação das linhas russas, teve início o desenvolvimento da eletrificação com o sistema de corrente alternada monofásica (25 kV – 50Hz). Esse sistema se estendeu rapidamente pelo restante da Europa e deslocou o sistema de corrente contínua, permitindo a transmissão de grandes quantidades de energia elétrica a grandes distâncias. Para esse novo sistema foram desenvolvidas as VL 80, idealizadas para puxar trens de grande peso com cargas muito pesadas. Estas foram as primeiras locomotivas produzidas em massa para o sistema de eletrificação de corrente alternada. As VL 80 contavam com quatro seções de eixos, podiam atingir uma potência máxima de 6.520 kWt  com capacidade de tração máxima de 45 toneladas e conseguiam chegar a uma velocidade de 110 km/h. Além disso, os vagões das magníficas VL 80 eram acoplados aos pares e tornaram-se os preferidos para o transporte de mercadorias na Rússia Soviética. Cerca de 4 mil locomotivas dessa classe saíram da fábrica de Novocherkassk, na Rússia, em várias versões, com produção realizada até meados dos anos 1990.

A cerveja, paixão do Antigo Egito

Consumida diariamente e muito difundida entre as camadas populares, a produção da cerveja começou muito antes dos alemães saberem de sua existência. Este líquido era a bebida nacional do Antigo Egito. Sua preparação era uma tarefa realizada principalmente pelas mulheres, que, a partir da farinha obtida dos grãos de cevada triturados e moídos, conseguiam uma massa que era macerada num líquido doce extraído das tâmaras. Quando o líquido começava a fermentar, era trespassado para tinas de barro. Para o consumo diário, a cerveja era conservada em recipientes menores lacrados com um pouco de gesso. Embora azedasse em pouco tempo, a cerveja resultante era muito saborosa. Os antigos egípcios também apreciavam o vinho, que, inclusive, era oferecido aos mortos para sua vida no além. Conhecido a partir do Império Antigo e originalmente consumido apenas pelas classes mais elevadas, o vinho também tornou-se popular com o passar do tempo.

A fabricação da cerveja

Conheça esta e outras curiosidades com a obra Cenas do Antigo Egito.

CTU Renault Estafette 1970

Carro de Bombeiros 1970 CTU Renault Estafette

Em quase toda Europa, há muito tempo tornou-se comum o fato de bombeiros de municípios rurais recorrerem a veículos utilitários para transportar suas motobombas. Muitas vezes, esses veículos eram os primeiros motorizados da unidade. A chegada de um veículo utilitário a um determinado centro operacional costumava ocorrer de diferentes maneiras: a prefeitura adquiria o veículo completamente equipado ou os próprios bombeiros adaptavam um veículo doado ou adquirido pela própria associação. Na França, esse tipo de viatura própria para realizar diversos tipos de intervenção costuma ser chamada de CTU (Camionette Tous Usages). Para a fabricação do primeiro modelo Estafette, foram necessários oito anos de estudo. Oficialmente apresentado em 1959, o Estafette passou por diversas transformações e melhorias, originando diferentes modelos. Em 1980, o veículo já era utilizado por numerosos comerciantes e administrações públicas. Com um motor Ventoux de 845 cms³ tipo 870-3 e potência de 32 CV, o CTU Renault Estafette resultou na produção de 533.209 unidades. Numerosos exemplares desse chassi foram utilizados no setor de serviços de combate a incêndios e de socorro como base para diferentes viaturas como ambulâncias, autotanques para incêndios florestais e veículos para outros tipos de intervenções.

 

Duchess Classe

Locomotivas Nº 075 Duchess Class

Considerada a melhor locomotiva projetada pelo engenheiro Willian Stanier, engenheiro mecânico chefe da London Midland and Scottish Railway (LMS), a nova Duchess Classe (Classe Duquesa) entrou para história como a locomotiva a vapor mais potente de toda Grã-Betanha. Willian Stanier foi contratado diretamente por Josiah Stamp, presidente da LMS, com total liberdade para o desenvolvimento de qualquer projeto. Graças a Stanier, entre os anos de 1933 e 1939, a tração a vapor passou por um período de grande desenvolvimento. Em 1937, o número de concorrentes era bastante expressivo, não só entre as companhias ferroviárias, mas também com os serviços aéreos em operação que já ofereciam uma velocidade muito superior. Nessa época, a empresa decidiu criar um serviço expresso entre Euston e Glasgow. Stanier lançou a série Coronation, com cinco locomotivas muito bem produzidas e com excelente desempenho. Logo após, a companhia encomendou mais 10 locomotivas, que ficaram conhecidas como Duchesses, e em pouco tempo a produção seguiu até 38 modelos. Cada locomotiva da classe Duchess foi nomeada com referência a membros da família real britânica e da aristocracia ou de uma cidade. O sucesso dessa classe estava relacionado às pequenas mudanças que passou após entrar em operação. Atualmente, há três modelos preservados dessas belas locomotivas: a Duchess of Hamilton, no National Railway Museum; a Duchess of Sutherland, na Alan Bloom Collection e a Duchess City of Birmingham, no Museu de Ciência de Birmingham.